Terá lugar nos dias 5 e 6 de setembro de 2016, no Grande Auditório do Fórum da Maia, na Maia, o 1.º Encontro sobre Inovação Pedagógica - SUPERTABi.
Este evento pretende reunir professores e profissionais da Educação num espaço de partilha e reflexão sobre as suas práticas letivas com a utilização de dispositivos móveis através de cenários de Inovação Pedagógica, como são os casos do Mobile Learning, Flipped Learning e Gamification.
O encontro contará com conferencistas e especialistas que investigam cenários de Inovação Pedagógica, com a partilha de práticas e projetos reais em contexto educativo, bem como com um conjunto de workshops sobre diferentes Apps educativas.
Mais informações disponíveis em http://projetosupertabi.wix.com/inovapedagogica2016
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quinta-feira, 7 de julho de 2016
1.º Encontro sobre Inovação Pedagógica - SUPERTABi
segunda-feira, 20 de junho de 2016
I Encontro “Laboratórios de Aprendizagem
Terá lugar no dia 8 de julho de 2016, no Instituto de Educação da Universidade do Minho, em Braga, o I Encontro “Laboratórios de Aprendizagem”.
Trata-se de uma iniciativa da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas da Direção-Geral da Educação que conta com a colaboração do Centro de Competência TIC do Instituto de Educação da Universidade do Minho (CCTIC-IEUM).
Este evento tem como público-alvo todos os professores e profissionais de ensino, é gratuito mas com um número limitado de inscrições. O Encontro terá uma duração de 6 horas sendo acreditado como ação de curta duração.
O programa do Encontro centra-se na temática da inovação no ensino e na aprendizagem - “Repensar os Cenários de Aprendizagem”, e inclui, além de uma conferência plenária sobre a iniciativa Future Classroom Lab, uma oficina e um painel sobre “Ambientes Educativos Inovadores: relatos de boas práticas nas escolas”
As inscrições (gratuitas, sujeitas a confirmação) devem ser realizadas através do formulário disponível em http://bit.ly/25O6hmE até ao dia 2 de Julho de 2016.
Eventuais esclarecimentos poderão ser solicitados para embaixadorasla-fcl@dge.mec.pt
Mais informações em http://erte.dge.mec.pt/i-encontro-laboratorios-de-aprendizagem
Laboratórios de Aprendizagem
Trata-se de uma iniciativa da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas da Direção-Geral da Educação que conta com a colaboração do Centro de Competência TIC do Instituto de Educação da Universidade do Minho (CCTIC-IEUM).
Este evento tem como público-alvo todos os professores e profissionais de ensino, é gratuito mas com um número limitado de inscrições. O Encontro terá uma duração de 6 horas sendo acreditado como ação de curta duração.
O programa do Encontro centra-se na temática da inovação no ensino e na aprendizagem - “Repensar os Cenários de Aprendizagem”, e inclui, além de uma conferência plenária sobre a iniciativa Future Classroom Lab, uma oficina e um painel sobre “Ambientes Educativos Inovadores: relatos de boas práticas nas escolas”
As inscrições (gratuitas, sujeitas a confirmação) devem ser realizadas através do formulário disponível em http://bit.ly/25O6hmE até ao dia 2 de Julho de 2016.
Eventuais esclarecimentos poderão ser solicitados para embaixadorasla-fcl@dge.mec.pt
Mais informações em http://erte.dge.mec.pt/i-encontro-laboratorios-de-aprendizagem
Laboratórios de Aprendizagem
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Training School DigiLitEY 2016
Digital Literacy and Multimodal Practices of Young Children Engaging with emergent research
Training School DigiLitEY 2016 - Digital Literacy and Multimodal Practices of Young Children: Engaging with emergent research
Instituto de Educação da Universidade do Minho, Braga, Portugal entre segunda-feira, 06-06-2016 e quarta-feira, 08-06-2016
A Ação COST Digital Literacy and Multimodal Practices of Young Children (DigiLitEY) anuncia a realização da sua primeira Training School, que terá lugar no Instituto de Educação da UMinho, de 6 a 8 de junho de 2016. O objetivo do DigiLitEY é o de estudar como a comunicação digital afeta o desenvolvimento da literacia das crianças dos 0 aos 8 anos e uma das suas principais atividades é a de promover a formação para estudantes de Doutoramento e investigadores em início de carreira, estabelecendo e reforçando ligações entre estes e especialistas já consagrados na área do DigiLitEY e em toda a sua rede. Training School DigiLitEY 2016 - Digital Literacy and Multimodal Practices of Young Children: Engaging with emergent research
A Training School DigiLitEY 2016 centra-se nos seguintes temas:
Literacia digital da criança em casa, na comunidade e em espaços de aprendizagem informal.
Práticas de literacia digital da criança em contextos de Educação de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico.
Especificidades da leitura e da escrita em écran para as crianças, incluindo as que apresentam problemas de visão e audição.
Relação entre práticas de literacia digital online e offline.
Estes serão os temas abordados pelos investigadores (formadores) nas seguintes conferências:
A brief excursion into the contemporary landscape of meaning and meaning-making (Gunther Kress, Institute of Education, London, UK)
Young Children's Digital Literacy Practices in Homes, Kindergarten and Primary Schools (Jackie Marsh, University of Sheffield, UK)
Videogames and the multimodal literacy (Nelson Zagalo, Universidade do Minho, Portugal)
Transforming pedagogy for the early years in digital learning contexts (why we have to play with toy cars before we can get a driving license) (António Moreira, Universidade de Aveiro, Portugal)
Durante a Training School, estes e outros especialistas participarão também em painéis de discussão. Além de poderem participar nestes debates, os estudantes de doutoramento e os jovens investigadores terão a oportunidade de partilhar a sua própria experiência através de apresentações orais comentadas pelos formadores, criando-se assim uma oportunidade de se estabelecerem contactos com outros investigadores e de reforçar a pertença à rede DigiLitEY.
Esta Training School está aberta a participantes dos países europeus que são membros do COST e também de NNC (Near Neighbour Countries) e instituições de I&D aprovadas pelo COST. Serão admitidos 25 participantes e os autores dos trabalhos aceites podem solicitar uma bolsa de participação. As propostas devem ser enviadas até 15 de fevereiro de 2016.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Ministros aprovam constituição do Conselho para as TIC
O objectivo do Governo será garantir o desenvolvimento de uma estratégia abrangente para as TIC na Administração Pública e coloca ênfase na racionalização de custos
bandeira_de portugalO Conselho de Ministrsos realizado esta quinta-feira aprovou a constituição do Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação (CTIC).
Um dos objectivos gerais do Governo será “assegurar o desenvolvimento de uma estratégia global de planeamento e otimização das TIC na Administração Pública”, diz o comunicado oficial.
O mesmo coloca enfoque na racionalização de custos, quando refere que o CTIC deverá contribuir para uma “maior eficiência operacional e eficácia governativa na área das TIC”.
http://www.computerworld.com.pt/2016/05/12/ministros-aprovam-constituicao-do-conselho-para-as-tic/?
bandeira_de portugalO Conselho de Ministrsos realizado esta quinta-feira aprovou a constituição do Conselho para as Tecnologias de Informação e Comunicação (CTIC).
Um dos objectivos gerais do Governo será “assegurar o desenvolvimento de uma estratégia global de planeamento e otimização das TIC na Administração Pública”, diz o comunicado oficial.
O mesmo coloca enfoque na racionalização de custos, quando refere que o CTIC deverá contribuir para uma “maior eficiência operacional e eficácia governativa na área das TIC”.
http://www.computerworld.com.pt/2016/05/12/ministros-aprovam-constituicao-do-conselho-para-as-tic/?
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Inauguração da 1ª Sala de Aula do Futuro da Região Dão Lafões
http://erte.dge.mec.pt/noticias/inauguracao-da-1a-sala-de-aula-do-futuro-da-regiao-dao-lafoes
Teve lugar no dia 10 de maio de 2016, pelas 11h00, na escola sede do Centro de Formação EduFor, Escola Secundária Felismina Alcântara, do Agrupamento de Escolas de Mangualde a inauguração do EduFor Innov@tive Classroom Lab.
Este evento contou com a presença de uma representante da European Schoolnet de Bruxelas, que fará uma breve comunicação sobre o fenómeno Future Classroom Lab em contexto europeu. A cerimónia contou ainda com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, município que tem apoiado este projeto, do Diretor do Agrupamento de Escolas de Mangualde, bem como dos Diretores das restantes escolas associadas e do Diretor do Centro de Formação EduFor, entidade mentora e coordenadora do projeto.
O EduFor Innov@tive Classroom Lab é inspirado no “Future Classroom Lab” existente em Bruxelas, desenhado pela European Schoolnet e será usado para a formação de professores e por alunos em contexto de sala de aula. Trata-se de um Ambiente Educativo Inovador que desafiará os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas suas salas de aula envolvendo alunos, professores, parceiros da indústria e outros intervenientes educativos no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias para as concretizar.
Teve lugar no dia 10 de maio de 2016, pelas 11h00, na escola sede do Centro de Formação EduFor, Escola Secundária Felismina Alcântara, do Agrupamento de Escolas de Mangualde a inauguração do EduFor Innov@tive Classroom Lab.
Este evento contou com a presença de uma representante da European Schoolnet de Bruxelas, que fará uma breve comunicação sobre o fenómeno Future Classroom Lab em contexto europeu. A cerimónia contou ainda com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, município que tem apoiado este projeto, do Diretor do Agrupamento de Escolas de Mangualde, bem como dos Diretores das restantes escolas associadas e do Diretor do Centro de Formação EduFor, entidade mentora e coordenadora do projeto.
O EduFor Innov@tive Classroom Lab é inspirado no “Future Classroom Lab” existente em Bruxelas, desenhado pela European Schoolnet e será usado para a formação de professores e por alunos em contexto de sala de aula. Trata-se de um Ambiente Educativo Inovador que desafiará os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas suas salas de aula envolvendo alunos, professores, parceiros da indústria e outros intervenientes educativos no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias para as concretizar.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
IV Jornada Conteúdos Digitais para Educação 2016
IV Jornada Conteúdos Digitais para Educação 2016, instituto de Educação da Universidade do Minho.
Decorreu hoje mais um evento em os professores, investigadores e outros profissionais de educação puderam ver, ouvir, sentir e experimentar novas práticas, aplicações, contextos e experiências para e sobre educação.
Tivemos 20 workshops diversos, como Socrative na Sala de aula, Lições TED-Ed: criar e partilhar lições verdadeiramente inspiradoras, JuxtaLearn: O CLIPIT na aprendizagem de conceitos complexos de Matemática, Sala de aula do futuro, entre tantos outros.
Pudemos também assistir à Conferência Plenária “InMERSE – Realidade Virtual e Interação Gestual”, com o professor Leonel Morgado (Universidade Aberta, Portugal), que nos demnstrou práticas educativas com as novas tecnologias 3D.
Decorreu hoje mais um evento em os professores, investigadores e outros profissionais de educação puderam ver, ouvir, sentir e experimentar novas práticas, aplicações, contextos e experiências para e sobre educação.
Tivemos 20 workshops diversos, como Socrative na Sala de aula, Lições TED-Ed: criar e partilhar lições verdadeiramente inspiradoras, JuxtaLearn: O CLIPIT na aprendizagem de conceitos complexos de Matemática, Sala de aula do futuro, entre tantos outros.
Pudemos também assistir à Conferência Plenária “InMERSE – Realidade Virtual e Interação Gestual”, com o professor Leonel Morgado (Universidade Aberta, Portugal), que nos demnstrou práticas educativas com as novas tecnologias 3D.
terça-feira, 12 de abril de 2016
O mito da formação de professores
Antes de mais, devo fazer um registo de interesses: a grande maioria da minha vida profissional foi a dinamizar, realizar e investigar sobre a importância da formação de professores. Não sou um arrependido, mas pretendo, tão- -só, com esta reflexão, partilhar algumas ideias que penso que aprendi com este interesse e prática que exerço há muitas dezenas de anos.
Não é razoável pôr em causa a importância da formação de professores. A escola é a porta da entrada de culturas novas, de formas de ver e de ler o mundo muito distintas. É uma importante porta de entrada da inovação porque, por esta porta, entram serem humanos que, apesar de jovens, são já portadores de formas próprias de ver o mundo e são atores particularmente porosos e permeáveis ao mundo que os rodeia. Uma escola que tem permanentemente aberta a porta para esta juventude não pode ser conservadora. E aqui um primeiro argumento: precisamos de formação de professores para que eles lidem (gosto deste verbo dinâmico “lidar”) com pessoas que querem aprender, que querem desenvolver-se, mas de forma diferente do que as gerações anteriores o fizeram. Os professores, sem este acompanhamento formativo, ficariam certamente mais pobres na sua reflexão, nos seus valores e mesmo no seu trabalho pedagógico. Poder-se-ia perguntar qual a classe profissional que no momento atual pode passar sem ter uma proximidade com momentos de desenvolvimento profissional?
A formação de professores — e agora refiro-me sobretudo à formação que é feita “em serviço”, isto é, quando os professores já se encontram em exercício profissional — é, pois, uma condição indispensável para que possam ter espaço para repensar e melhorar os seus valores e as suas práticas.
O reconhecimento da imprescindível importância da formação de professores tem, no entanto, conduzido a exageros que, de tanto incensar a formação, acabam por a tornar inatingível. Quando são equacionadas as mudanças que são necessárias no sistema educativo, logo à cabeça aparece a formação de professores. Ora, este realce, que parece benigno e positivo, pode afinal não ser tão benigno e consensual como originalmente se apresenta. Por três razões principais:
Em primeiro lugar considerar que a formação de professores é a alavanca fundamental da inovação coloca o ónus do conservadorismo nos professores: tudo estaria melhor, se os professores fossem mais bem formados. Todos os outros fatores que constituem uma intrincada e sólida rede de interesses que afeta a Educação (legislação, organização das escolas, currículos, encarregados de educação, famílias, comunidades, etc.), todos estes fatores são relegados para um segundo plano. Escolher a formação de professores como o elemento fundamental de mudança conduz à desvalorização de outros fatores que são, pelo menos, tão importantes quanto a formação. Este pensamento convida ainda a pensar que os professores (isto é, a sua falta de formação) são o verdadeiro problema da Educação. É inevitável citar em abono desta perspetiva o recente estudo publicado pelo Conselho Nacional de Educação sobre a dimensão das turmas e em que se sugere que a dimensão da turma pode ou não ser um problema em função da atuação do professor. Aqui temos, de novo, a ideia de que o professor e a sua formação são por si mesmo capazes de reverter fatores educativos adversos.
Uma segunda reflexão chama-nos a atenção para a insuficiência da formação de professores, se não forem criados contextos em que essa formação possa florescer e tornar-se útil. Um exemplo: já tive alunos de cursos de formação de professores que se mostraram brilhantes não só ao nível dos conhecimentos, mas também de uma perspetiva lúcida e clara do que é a sua missão na escola. Já aconteceu que, tendo encontrado estes alunos algum tempo depois de terem iniciado a sua prática profissional, fico muito dececionado com o conformismo e conservadorismo que eles evidenciam. A formação de que estes professores usufruíram esvaiu-se em ambientes escolares tradicionais, hierárquicos e temerosos de fazer algo que não seja “apropriado”. Assim, a formação de professores é um pobre e frágil argumento de mudança em estruturas escolares poderosas e conservadoras.
Não é razoável pôr em causa a importância da formação de professores. A escola é a porta da entrada de culturas novas, de formas de ver e de ler o mundo muito distintas. É uma importante porta de entrada da inovação porque, por esta porta, entram serem humanos que, apesar de jovens, são já portadores de formas próprias de ver o mundo e são atores particularmente porosos e permeáveis ao mundo que os rodeia. Uma escola que tem permanentemente aberta a porta para esta juventude não pode ser conservadora. E aqui um primeiro argumento: precisamos de formação de professores para que eles lidem (gosto deste verbo dinâmico “lidar”) com pessoas que querem aprender, que querem desenvolver-se, mas de forma diferente do que as gerações anteriores o fizeram. Os professores, sem este acompanhamento formativo, ficariam certamente mais pobres na sua reflexão, nos seus valores e mesmo no seu trabalho pedagógico. Poder-se-ia perguntar qual a classe profissional que no momento atual pode passar sem ter uma proximidade com momentos de desenvolvimento profissional?
A formação de professores — e agora refiro-me sobretudo à formação que é feita “em serviço”, isto é, quando os professores já se encontram em exercício profissional — é, pois, uma condição indispensável para que possam ter espaço para repensar e melhorar os seus valores e as suas práticas.
O reconhecimento da imprescindível importância da formação de professores tem, no entanto, conduzido a exageros que, de tanto incensar a formação, acabam por a tornar inatingível. Quando são equacionadas as mudanças que são necessárias no sistema educativo, logo à cabeça aparece a formação de professores. Ora, este realce, que parece benigno e positivo, pode afinal não ser tão benigno e consensual como originalmente se apresenta. Por três razões principais:
Em primeiro lugar considerar que a formação de professores é a alavanca fundamental da inovação coloca o ónus do conservadorismo nos professores: tudo estaria melhor, se os professores fossem mais bem formados. Todos os outros fatores que constituem uma intrincada e sólida rede de interesses que afeta a Educação (legislação, organização das escolas, currículos, encarregados de educação, famílias, comunidades, etc.), todos estes fatores são relegados para um segundo plano. Escolher a formação de professores como o elemento fundamental de mudança conduz à desvalorização de outros fatores que são, pelo menos, tão importantes quanto a formação. Este pensamento convida ainda a pensar que os professores (isto é, a sua falta de formação) são o verdadeiro problema da Educação. É inevitável citar em abono desta perspetiva o recente estudo publicado pelo Conselho Nacional de Educação sobre a dimensão das turmas e em que se sugere que a dimensão da turma pode ou não ser um problema em função da atuação do professor. Aqui temos, de novo, a ideia de que o professor e a sua formação são por si mesmo capazes de reverter fatores educativos adversos.
Uma segunda reflexão chama-nos a atenção para a insuficiência da formação de professores, se não forem criados contextos em que essa formação possa florescer e tornar-se útil. Um exemplo: já tive alunos de cursos de formação de professores que se mostraram brilhantes não só ao nível dos conhecimentos, mas também de uma perspetiva lúcida e clara do que é a sua missão na escola. Já aconteceu que, tendo encontrado estes alunos algum tempo depois de terem iniciado a sua prática profissional, fico muito dececionado com o conformismo e conservadorismo que eles evidenciam. A formação de que estes professores usufruíram esvaiu-se em ambientes escolares tradicionais, hierárquicos e temerosos de fazer algo que não seja “apropriado”. Assim, a formação de professores é um pobre e frágil argumento de mudança em estruturas escolares poderosas e conservadoras.
Jogos digitais são cada vez mais usados nas escolas
Jogos Digitais nas Escolas
Se o mundo em que as crianças crescem é digital, o ensino caminha para lá. Só neste ano, o governo lançou iniciativa, combinando programação e jogos, para 27 mil alunos
Na gíria são conhecidos como "jogos sérios". E o nome diz quase tudo: são aplicações informáticas, desenvolvidas com base na mesmas tecnologias e princípios utilizados nos videojogos, mas em que o entretenimento não é o objetivo e sim um meio para um fim: ensinar. Aos poucos, estes jogos educativos vão fazendo o seu percurso nas escolas portuguesas, e já há programas que abrangem dezenas de milhares de crianças.
"A utilização de jogos digitais na promoção das aprendizagens, apesar de não estar generalizada, já é utilizada em muitas escolas portuguesas", confirma ao DN o Ministério da Educação, que dá vários exemplos da aplicação prática deste conceito.
Mais de 27 mil crianças dos 3.º e 4.º anos já estão neste ano abrangidas pelo programa
A iniciativa Programação no 1.º Ciclo do Ensino Básico, da responsabilidade da Direção-Geral da Educação (DGE) e que se encontra em funcionamento desde o início do presente ano letivo", é uma das mais relevantes. Quanto mais não seja pela dimensão, "abrangendo mais de 700 professores e de 27 000 alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade e obedecendo também a uma lógica de jogo (o Scratch e o Kodu, por exemplo)".
Mas há outros casos de sucesso. "O Minecraft EDU é outras das aplicações com relatos de utilização bem-sucedida em Portugal neste contexto da utilização de jogos para a aprendizagem", ilustra o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues, referindo-se ao clássico de construção virtual, por blocos, cujas aplicações educativas permitem desde estudar as pirâmides de Gizé a obter alguns princípios de engenharia eletrotécnica.
Outro caso de sucesso, introduzido nas escolas em 2011 e ainda disponível, é o PING (Poverty Is Not a Game, ou "A Pobreza não É Um Jogo"), aplicação desenvolvida por diversas fundações europeias, incluindo a Gulbenkian, com o objetivo de chamar a atenção para as questões da pobreza e exclusão.
O ministério destaca ainda novos projetos nacionais, orientados para as chamadas áreas de ensino nucleares. Nomeadamente "as iniciativas da Universidade de Coimbra, que desenvolveu recentemente três jogos para serem utilizados em áreas do currículo (Matemática, Português e História) e que pela 3.ª vez organiza neste ano o Encontro de Jogos e Mobile Learning".
Outro projeto internacional, que envolve cientistas portugueses e será também testado nas escolas nacionais a partir de 2017, é o BEACONING. Uma sigla que, em português, é traduzida para "derrubar barreiras educativas através de uma aprendizagem contextualizada, pervasiva e com base em jogos". Conta com 5,9 milhões de euros de investimento, envolvendo vários países e milhares de alunos.
Os jogos são apenas o primeiro passo. Há escolas que já estão na etapa seguinte, aproveitando o conforto dos alunos com as novas tecnologias - e não apenas para jogar - para fazer destas a ferramenta básica do ensino. São as já chamadas "escolas do futuro", embora Rui Lima, coordenador pedagógico do Colégio Monte Flor, de Carnaxide, "prefira o termo "escolas do presente", porque estamos a trabalhar para os alunos de agora. O que procuramos é articular o ensino dos alunos com o mundo que os rodeia", explicou recentemente ao DN, numa apresentação na Futurália. "E as novas tecnologias são um dos aspetos desse mundo."
Se o mundo em que as crianças crescem é digital, o ensino caminha para lá. Só neste ano, o governo lançou iniciativa, combinando programação e jogos, para 27 mil alunos
Na gíria são conhecidos como "jogos sérios". E o nome diz quase tudo: são aplicações informáticas, desenvolvidas com base na mesmas tecnologias e princípios utilizados nos videojogos, mas em que o entretenimento não é o objetivo e sim um meio para um fim: ensinar. Aos poucos, estes jogos educativos vão fazendo o seu percurso nas escolas portuguesas, e já há programas que abrangem dezenas de milhares de crianças.
"A utilização de jogos digitais na promoção das aprendizagens, apesar de não estar generalizada, já é utilizada em muitas escolas portuguesas", confirma ao DN o Ministério da Educação, que dá vários exemplos da aplicação prática deste conceito.
Mais de 27 mil crianças dos 3.º e 4.º anos já estão neste ano abrangidas pelo programa
A iniciativa Programação no 1.º Ciclo do Ensino Básico, da responsabilidade da Direção-Geral da Educação (DGE) e que se encontra em funcionamento desde o início do presente ano letivo", é uma das mais relevantes. Quanto mais não seja pela dimensão, "abrangendo mais de 700 professores e de 27 000 alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade e obedecendo também a uma lógica de jogo (o Scratch e o Kodu, por exemplo)".
Mas há outros casos de sucesso. "O Minecraft EDU é outras das aplicações com relatos de utilização bem-sucedida em Portugal neste contexto da utilização de jogos para a aprendizagem", ilustra o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues, referindo-se ao clássico de construção virtual, por blocos, cujas aplicações educativas permitem desde estudar as pirâmides de Gizé a obter alguns princípios de engenharia eletrotécnica.
Outro caso de sucesso, introduzido nas escolas em 2011 e ainda disponível, é o PING (Poverty Is Not a Game, ou "A Pobreza não É Um Jogo"), aplicação desenvolvida por diversas fundações europeias, incluindo a Gulbenkian, com o objetivo de chamar a atenção para as questões da pobreza e exclusão.
O ministério destaca ainda novos projetos nacionais, orientados para as chamadas áreas de ensino nucleares. Nomeadamente "as iniciativas da Universidade de Coimbra, que desenvolveu recentemente três jogos para serem utilizados em áreas do currículo (Matemática, Português e História) e que pela 3.ª vez organiza neste ano o Encontro de Jogos e Mobile Learning".
Outro projeto internacional, que envolve cientistas portugueses e será também testado nas escolas nacionais a partir de 2017, é o BEACONING. Uma sigla que, em português, é traduzida para "derrubar barreiras educativas através de uma aprendizagem contextualizada, pervasiva e com base em jogos". Conta com 5,9 milhões de euros de investimento, envolvendo vários países e milhares de alunos.
Os jogos são apenas o primeiro passo. Há escolas que já estão na etapa seguinte, aproveitando o conforto dos alunos com as novas tecnologias - e não apenas para jogar - para fazer destas a ferramenta básica do ensino. São as já chamadas "escolas do futuro", embora Rui Lima, coordenador pedagógico do Colégio Monte Flor, de Carnaxide, "prefira o termo "escolas do presente", porque estamos a trabalhar para os alunos de agora. O que procuramos é articular o ensino dos alunos com o mundo que os rodeia", explicou recentemente ao DN, numa apresentação na Futurália. "E as novas tecnologias são um dos aspetos desse mundo."
sábado, 19 de dezembro de 2015
Feliz Natal e Bom Ano de 2016
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Ponte em Mobile Learning entre Portugal e Brasil
Temos a intenção de estudar a forma com o Mobile Learning poderá melhorar a
aquisição de competências dos nossos alunos, promover práticas de inovação
pedagógica nas quais se enquadrem os dispositivos móveis como meio.
Pretendemos também aumentar as práticas colaborativas não só entre os
alunos, mas também entre os professores. A comunidade prática Super TABi segue
essa mesma intenção também no que toca à investigação e constrói uma ponte, que
espera por várias travessias entre Portugal e o Brasil num processo de
colaboração com a investigadora Rosiney Rocha Almeida.
Deixamos-vos um pequeno resumo da
sua atividade:
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de
Montes Claros/MG (2004), pós graduação lato
sensu pela Universidade Cândido Mendes (2007) e mestrado Profissionalizante
em Ensino de Ciências e Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de
Minas Gerais (2010).
Atualmente, é professora de Biologia no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico
do IFNMG - Campus Montes Claros e
doutoranda em Ensino de Ciências pela Universidade Cruzeiro do Sul (2012-2016).
Tem experiência na área de Tecnologia da Informação com ênfase em
Tecnologias de Informação e Comunicação aplicadas a Educação, atua
principalmente nos seguintes temas: avaliação de objetos de aprendizagem e m-learning. É também bolseira CAPES via
PDSE na Universidade Aberta em Lisboa, Portugal.
Exemplo prático:
O
uso do tablet para a representação de
conceitos de genética: proposta e análise com base na Teoria da Atividade
Rosiney Rocha Almeida,
Carlos Fernando Araújo Jr, Meire Pereira França
Este artigo analisa se o uso
do tablet pode colaborar com a
aquisição da competência de representação de conhecimentos de genética sob a
forma de conceitos. Com base nos fundamentos teórico-metodológicos da Teoria da
Atividade (TA), foi desenvolvida e analisada uma atividade de representação do
conhecimento, que consistiu, dentre outras ações, na elaboração de três mapas
mentais digitais, para cada aluno, relacionados a conteúdos de genética.
Participaram deste estudo 34 alunos da 3ª série do Ensino Médio, do Colégio
Cruzeiro do Sul, localizado na cidade de São Paulo; duas professoras pesquisadoras
no âmbito da aprendizagem móvel; e dois técnicos em Informática. Os resultados
indicaram uma evolução no número de conceitos adequados representados pelos
alunos no decorrer da atividade realizada. Observou-se que o tablet, quando
utilizado sob a perspectiva da TA, pode colaborar com a representação de
conhecimentos de conteúdos de genética, sob a forma de conceitos.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
3.º Encontro de Jogos e Mobile Learning

O 3º Encontro sobre Jogos e Mobile-Learning pretende reunir investigadores, alunos de mestrado e doutoramento, professores, psicólogos e profissionais de Ciências da Educação, bem como outros interessados nestas temáticas, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.
Os nossos alunos estão motivados para aprender com jogos e atividades interativas, rentabilizando os seus dispositivos móveis. Como está a ser utilizada a diversidade de apps que existem para dispositivos móveis? Que jogos têm sido desenvolvidos para o ensino e a aprendizagem? Que impacte tem tido a gamificação no ensino e na aprendizagem?
O evento conta com a presença do Prof. Eric Klopfer do Massachussets Institute of Technology (MIT), Estados Unidos, como conferencista.
O Encontro inclui conferências e comunicações, bem como workshops para os participantes terem um momento "hands-on". Participe! Divulgue o que faz e aprenda com os outros.
No dia 6 de maio, o Simpósio Doutoral pretende reunir doutorandos e orientadores para um debate científico. Não perca a oportunidade de apresentar o seu trabalho de doutoramento na área das Tecnologias na Educação e receber comentários especializados!
Link 3.º Encontro de Jogos e Mobile Learning
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