terça-feira, 27 de outubro de 2015

3.º Encontro de Jogos e Mobile Learning










O 3º Encontro sobre Jogos e Mobile-Learning pretende reunir investigadores, alunos de mestrado e doutoramento, professores, psicólogos e profissionais de Ciências da Educação, bem como outros interessados nestas temáticas, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Os nossos alunos estão motivados para aprender com jogos e atividades interativas, rentabilizando os seus dispositivos móveis. Como está a ser utilizada a diversidade de apps que existem para dispositivos móveis? Que jogos têm sido desenvolvidos para o ensino e a aprendizagem? Que impacte tem tido a gamificação no ensino e na aprendizagem?

O evento conta com a presença do Prof. Eric Klopfer do Massachussets Institute of Technology (MIT), Estados Unidos, como conferencista.

O Encontro inclui conferências e comunicações, bem como workshops para os participantes terem um momento "hands-on". Participe! Divulgue o que faz e aprenda com os outros.

No dia 6 de maio, o Simpósio Doutoral pretende reunir doutorandos e orientadores para um debate científico. Não perca a oportunidade de apresentar o seu trabalho de doutoramento na área das Tecnologias na Educação e receber comentários especializados!

Link 3.º Encontro de Jogos e Mobile Learning

Seminário "Os dispositivos móveis na sala de aula - entre a proibição e a adição"




10 Emerging Education Technologies

By Pamela DeLoatch on August 13, 2015

Are you or your students wearing your Apple Watches to school, and if so, are you using them as part of your curriculum? What about the use of digital textbooks, adaptive learning, collaboration with other schools or flipped classrooms? These technologies represent some of the cutting edge tools and trends in education. While some are being implemented now, regular use of others is on the (not to distant) horizon. We’ve scanned the gurus’ lists and found the top technologies that educators need to prepare for in the next one to five years.


Image via Flickr by Kārlis Dambrāns


As we look at the top new trends in edtech, we notice some common themes:

Individualism– much of the new technology is for one person and is customized to that person’s preferences, to be used when convenient.

1. Wearable tech—smart watches and Google Glass show promise for new ways of learning, with smart watches getting the nod because its motion and pressure sensors can make it more applicable for activity-based learning.

2. BYOD—Bring your own device will become more commonplace as kids bring their own smart phones and tablets to school. Corporations found that employees who have grown used to having access to technology at home, expect the same level of sophistication at work. Students will begin to feel the same, and if their schools can’t supply the technology, the students will want to use their own.

3. Mobile learning—By the end of 2015, the mobile market is expected to have 3.4 billion users (that’s one in every two people on the planet). Mobile traffic on the Internet is set to surpass desktop traffic, and mobile education apps are the second most popular type of apps downloaded on iTunes.

Shared information—collaboration is key, whether it is with increased reliance on social media and an opportunity for more openness.

4. Cloud computing—More schools will use cloud-based tools like Google Classroom, making it easier for students and teachers to have access to information wherever they are, on whatever device they have.

5. Collaborative—Using social media to research and share information becomes the standard, not just internally but also across schools and universities.

6. Openness—Barriers to education weaken, whether through open access journals, digital textbooks and other open content, open source software or MOOCs—providing more people a chance to have access and influence education.

Hands on—even as education becomes more digitalized, there will be a need for hands-on learning.

7. 3D Printing—This allows students to transfer digital information to reality. At some point, 3D labs might be created the same way today’s computer labs are. Still at the early stages of development, 3D Printing is still 4-5 years away from widespread adoption. Other technologies that give students a hands-on tie-in to the digital world include products like littleBits electronics, which allow users to build with logic modules or programs like EdTechTitans, which teaches students to repair technological devices on campus as part of the curriculum.

Flexibility—the learning process must be adapted to meet the needs of students.

8. Flipped, blended learning—As teachers look for ways to differentiate learning, flipped and blended learning will become more commonly used in the next year. This approach allows students to be responsible for initiating learning, and gives teachers more opportunity to spend time on areas that are challenging to students.

9. Online learning—Even beyond MOOCs, students will look for the flexibility that online learning offers, both traditional and non-traditional students. And, as the number of online learners grows, organizations will begin to create more structured programs and measure their effectiveness.

10. Gamification—Learners remember 90% of what they do, even in a simulation, versus remembering just 10% of what they read or 20% of what they hear. Gamification increases the lesson’s stickiness and for that reason, is expected to increase in scope in the next two to three years.

In Sum

These are exciting times for edtech. And as new technologies continue to emerge, it’s important to evaluate them to see which ones provide the best tools for your individual learning community.

O Mobile Learning


Conferência Ibero Americano de Ambientes de Aprendizagem Futuros



















Mobile learning no desenvolvimento de competências de interpretação e gosto pela leitura

Introdução

A transformação da escola passará, num futuro próximo, pelo mobile learning [Powell et al., 2011; Moura, 2010]. Cada vez mais a aquisição de conhecimento passa pela mobilidade dos alunos, dos contextos em que se inserem e dos conteúdos, sendo que o mobile learning é uma forma de promover estas três condições. O mobile learning potencia novas formas de aprender, colaborar, projetar e construir conhecimento, na criação de novos ambientes e espaços de aprendizagem [Shum & Crick, 2012]. O ato de ler e compreender a leitura é um processo interativo e participativo que beneficia com estas novas formas de aprender. Isso não acontece atualmente e a prova são os resultados finais das Provas de Final de Ciclo do 4.º ano de escolaridade, [IAVE, 2010; 2011; 2012; 2013] no 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB) continuam a revelar dificuldades.
Propomo-nos a realizar um estudo que vise o desenho, desenvolvimento, implementação e avaliação de um software para dispositivos móveis com alunos 3.º ano de escolaridade do 1.º CEB que promova a aquisição de competências de interpretação textual de textos narrativos e simultaneamente o gosto pela leitura.

Estado da Arte

A utilização pedagógica das TIC está em transformação, como comprovam relatórios europeus [Mascheroni & Ólafsson, 2014] e nacionais [Simões et al., 2014], que destacam a necessidade dos professores melhorarem as suas práticas pela integração dos dispositivos móveis em contextos de sala de aula como um pilar na aprendizagem de alfabetização e novas literacias. A necessidade de atualização neste contexto é muito saliente, sobretudo se considerarmos que o desenvolvimento profissional dos professores afeta o desempenho dos estudantes e a sua aprendizagem [Yoon et al., 2007]. A mais-valia do uso dos dispositivos móveis em contexto escolar tem sido defendida por diversos autores [Attewell et al., 2014; Kukulska-Hulme, 2012], argumentando que, enquanto sistemas tangíveis, os dispositivos móveis colocam a ênfase na interação entre a criança e a tarefa, na manipulação com conteúdo, evitando também assim a carga cognitiva adicional à já existente na interação com o conteúdo. Quanto maior for o envolvimento do aluno na manipulação criativa, na pesquisa, na interação com o próprio conhecimento, na descoberta de novas formas de expressão de saberes, maior será a eficácia didática deste processo [Moura, 2015].
Num estudo de Moura [2010], os alunos demonstraram satisfação em usar os seus telemóveis, foram mais participativos, empenhados e aperfeiçoaram as suas competências de língua, objeto particular da aprendizagem. Por serem dispositivos convergentes, portáteis e multimédia os dispositivos móveis representam uma alternativa que pode ser explorada [Shum & Crick, 2012; Powell et al., 2011]. Há uma grande familiaridade dos alunos com estes dispositivos [Kadyte, 2004] por serem uma tecnologia comum no dia-a-dia, pela sua mobilidade e portabilidade, pelo desenvolvimento de aspetos cognitivos usando recursos multimodais, atributos que são cada vez mais considerados [Kukulska-Hulme, 2012].
A compreensão do texto escrito continua a ser uma competência fundamental dos cidadãos e, por isso mesmo, alvo de interesse investigativo particular nos estudos que visam a implantação das TIC em contexto educativo. Os resultados gerais do estudo PIRLS 2011, uma avaliação internacional de competências de literacia em leitura dos alunos do 4.º ano de escolaridade, na qual Portugal participou pela primeira vez em 2011 e que revelou que os alunos portugueses avaliados se situaram "entre os 19 países com melhor desempenho em leitura para o 4.º Ano" [ProjAvi, 2012, p. 2], num total de 45 países participantes. No entanto, os resultados parcelares revelaram que "os alunos Portugueses do 4.º ano tiveram desempenho (...) abaixo dessa média quando a finalidade de leitura era literária" [idem, p. 7]. Por outro lado, os resultados das Provas de Aferição internamente levadas a cabo no 4.º ano do 1.º CEB, denominadas desde 2013 de Provas Finais de Ciclo, revelam percentagens surpreendentemente altas de valores negativos respeitantes à compreensão da leitura [13,3% [IAVE 2011], 18,6% [IAVE 2012]], num contexto global de 47% de resultados negativos a Português, segundo o relatório do IAVE [2013]. Torna-se, por isso mesmo, relevante o estudo do impacto da introdução de ferramentas TIC e, em particular de dispositivos móveis, na redução desta dificuldade.

Questão de investigação

Assim, definimos a seguinte questão de investigação: De que forma um software desenhado, desenvolvido, avaliado e implementado com alunos do 1.º CEB para dispositivos móveis leva à aquisição de competências de interpretação de textos narrativos?

Objetivos

a)      Desenhar e desenvolver um software de interpretação textual criado para dispositivos móveis.
b)     Promover formação de professores do 1.º CEB sobre inovação pedagógica usando o software desenvolvido e dispositivos móveis.
c)      Monitorizar a utilização do software e os dispositivos móveis em contexto de sala de aula pelos professores.
d)     Implementar o software em contexto de sala de aula com alunos 3º ano do 1.º CEB utilizando dispositivos móveis.
e)      Avaliar os resultados da utilização do software e dos dispositivos móveis na aquisição de competências de interpretação textual.
f)      Avaliar os resultados da utilização do software e dos dispositivos móveis no gosto pela leitura e interpretação de textos.

Metodologia

A metodologia proposta é a development research [van den Akker, 1999], sendo uma vertente descendente da modalidade de investigação-ação. É uma abordagem metodológica muito usada no desenho e desenvolvimento de software porque, “por um lado, valoriza o esforço do designer no desenvolvimento do objeto e, por outro lado, considera a complexidade do contexto de aprendizagem” [Lencastre, 2012: p.53].
Iremos seguir a interpretação que nos é sugerida por van den Akker [1999], com quatro etapas sequentes: [i] Preliminary investigation, [ii] Theoretical embedding, [iii] Empirical testing, e [iv] Documentation, analysis and reflection on process and outcomes.
Na [i] Preliminary investigatio: iremos para o terreno saber das razões das dificuldades dos alunos do 3.º ano do 1º CEB na interpretação de textos de Português, e sobre a integração de mobile learning na sala de aula e na formação de professores. Seguidamente, [ii] Theoretical embedding atualizaremos o “estado da arte” e desenharemos o protótipo e a nossa intervenção tendo em conta as linhas orientadoras do programa curricular de Português. No final do 1.º ano teremos o estado da arte atualizado, uma versão Alpha do protótipo e um modelo de formação de professores de utilização da ferramenta desenvolvida em Tablets na sala de aula. A etapa [iii] Empirical Testing define-se como o processo cíclico de avaliação da usabilidade onde vamos confirmar as decisões tomadas na etapa anterior. Realizaremos a formação de utilização de Tablets em contexto de sala de aula aos professores das escolas protocolados. Finalmente, a [iv] Documentation, Analysis and Reflection on process and outcomes é uma etapa reflexiva que culmina com a apresentação e análise de todos os dados recolhidos nas diferentes etapas anteriores e é também nesta etapa que retiramos as nossas conclusões finais e apresentamos sugestões para estudos futuros.

Resultados esperados

Pretendemos que através do software desenvolvido para a utilização dos dispositivos móveis haja uma melhoria eficiente de aquisição de competências de compreensão textual e gosto pela leitura dos alunos do 1.º CEB. É um facto que a tecnologia por si só não irá alterar qualquer resultado de aprendizagem, mas é através de um uso pedagógico da mesma que acreditamos numa mudança de comportamentos pedagógicos. Esta é outra ambição deste estudo, facilitar conhecimentos técnicos e pedagógicos aos professores, de modo a que estes inovem pedagogicamente tendo por base a utilização dos dispositivos móveis.

Referências

Attewell, J. & Savill-Smith, C. [ed.] [2014]. “Learning with mobile devices: research and development”. London: Learning and Skills Development Agency.
IAVE. [2011]. Relatório Provas de Aferição de Língua Portuguesa – 1.º Ciclo. http://www.slideshare.net/ddazevedo/relatrio-nacional-lngua-portuguesa-1-ciclo (29 março 2015)
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IAVE. [2013]. Relatório Exame Nacional de Português – 1.º Ciclo. http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=24&fileName=PrelimReport_Exams_2013_PDFCon.pdf (29 março 2015)
Kadyte, V. [2004]. “Learning can happen anywhere: a mobile system for language learning”. In J. Attewell, & C. E. Savill-Smith [Eds.], Learning with Mobile, [pp. 73-78]. London. Learning and Skills Development Agency.
Kukulska-Hulme, A. [2012]. “Mobile Usability in Educational contexts: What have we learnt?”  International  Review  of  Research  in  Open  and  Distance  Learning,  8[2]. http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/356
Lencastre, J. [2012]. “Metodologia para o desenvolvimento de ambientes virtuais de aprendizagem: development research”. In Educação Online: Pedagogia e aprendizagem em plataformas digitais. Angélica Monteiro, J. António Moreira & Ana Cristina Almeida [org.]. [pp. 45-54]. Santo Tirso: DeFacto Editores.
Mascheroni, G. & Ólafsson, K. [2014]. “Net Children Go Mobile. Risks and Opportunities. Second edition”. Milano. Educatt.
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Powell, C., Perkins, S., Hamm, S., Hatherill, R., Nicholson, L. & Harapnuik, D. [2011]. “Mobile-enhanced inquiry-based learning: A collaborative study”. Educause Review. http://www.educause.edu/ero/article/mobile-enhanced-inquiry-based-learning-collaborative-study (3 junho 2014)
ProjAvi [2012]. PIRLS 2011. “Desempenho em Leitura. Lisboa: MEC-IAVE”. http://iave.pt/np4/home. (30 abril 2015).
Sharples, M., Adams, A., Fergunson, R., Gaved, M., Mcandrew, P., Rienties, B., Weller, M., & Whitelock, D. [2014]. “Innovating Pedagogy 2014: Open University Innovating Report 3”. Milton Keynes: The Open University.
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International Study Association on Teachers and Teaching (ISATT)